Arbitragem paraense supera a crise e aposta no trabalho do novo presidente da comissão
Após momento turbulento com troca no comitê de árbitros, guerra de vaidades e brigas sindicais arbitragem paraense sai do CTI volta a respirar
Da redação
Atualizado em 25/06/2017 às 02h:50


PARÁ – Investir na qualidade dos árbitros objetivando que todos tenham oportunidades sempre foi uma característica da Federação Paraense de Futebol. Embora durante muitos anos o quadro de árbitros do Pará tenha sido massacrado por desvios de conduta que ceifaram muitas carreiras promissoras, hoje a realidade é bem diferente a que era encontrada entre o fim da década de noventa até meados dos anos dois mil.

Seguro de que precisava mudar a situação herdada em seu estado, Antonio Carlos Nunes, Presidente licenciado da FPF, optou em trazer para o comando de sua pasta mais espinhosa, três ex-árbitros que a partir daquele momento tinham como missão recomeçar. E foi justamente isso que Olivaldo Morais, José Guilhermino de Abreu e Fernando Castro fizeram.

Nos primeiros anos à frente da arbitragem paraense, os ex-dirigentes cortaram na própria carne afastando alguns árbitros que durante anos mancharam o Pará, reorganizaram o quadro e aos poucos modernizam o setor. Depois de quase uma década marcada por um trabalho reconhecido nacionalmente, por questões políticas e no atributo do cargo de Presidente da Federação, Antônio Nunes optou por desfazer toda a composição da comissão trocando os comandantes.

A partir deste momento iniciou-se na terra do açaí uma guerra de vaidades que até pouco tempo era comum de encontrar no estado. Rachado politicamente com os ex-aliados que publicamente são atrelados ao ex-vice da Federação Paraense de Futebol, José Ângelo - que renunciou ao cargo após a demissão da antiga comissão - Antonio Nunes, que hoje vive no Rio de Janeiro exercendo o cargo de vice-presidente da CBF, talvez não tenha se dado conta do estrago que poderia ter causado com a sua decisão.

Homem de confiança da presidência, o abacaxi diplomático acabou caindo no colo do ex-árbitro Fernando Sérgio, que antes de aceitar o convite para assumir o lugar de José Guilhermino, era diretor de marketing da FPF. Embora tenha vivido os percalços que um árbitro de futebol atravessa para desempenhar a atividade, Sérgio estava desatualizado e, pego de surpresa, teve que se readaptar à nova estrutura da arbitragem brasileira para passar a entender a dinâmica de sua nova pasta.

Ligado politicamente a alguns árbitros que se aproximaram em troca das beneficias do cargo, era comum ver discussões e cobranças em público como em uma reunião durante um treinamento dos árbitros de rotina, onde alguns ignoraram a importância do cargo do atual chefe do comitê atropelando a sua fala na frente dos colegas.

Em meio à crise a este ponto instaurada, um grupo de árbitros emergentes decidiu tomar a pulso o sindicato sob alegação de que contas não eram prestadas e que a entidade classe não possui a carta sindical, problema real da maioria dos sindicatos de arbitragem do Brasil. Após uma assembleia que contou com a maioria do quadro, acabou sendo montada uma comissão eleitoral e uma junta governativa, que aprovada na reunião e registrada em ata, até hoje comanda o sindicato.

Depois de todo esse imbróglio e com o desgaste do quadro até então rachado, Fernando Sérgio aos poucos foi tomando conhecimento da realidade que tinha em suas mãos e, sem saída, teve que arregaçar as mangas para trabalhar com o que tinha.

Após esse período político/sindical embaraçoso onde apenas os árbitros eram prejudicados em razão de uns e outros que não aspiram mais nada na carreira, a vida voltou ao normal e a guerra de vaidades começou a dar lugar à união que durante anos norteou a arbitragem paraense.

Reconhecida em todo país por formar e revelar árbitros de qualidade para o futebol brasileiro, a Federação Paraense de Futebol continua agindo com o mesmo viés proposto por Marco Polo Del Nero, Presidente da CBF que em entrevista ao Voz do Apito garantiu que: “arbitragem não é despesa, mas sim investimento”.

Perto de uma nova eleição que definirá os rumos do futebol e da arbitragem paraense, quem entrar deverá assumir o compromisso de manter a harmonia nos setores dando ênfase aos investimentos maciços deixados como legado de Antonio Carlos Nunes, que para sempre será lembrado como um gestor contemporâneo e parceiro dos árbitros.

Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem




Deixe seu comentário
>> Nome:
>> E-mail:
>> Comentário:





Comentários

Ainda não há comentários para esta matéria. Seja o primeiro!

VOZ DO APITO
Todos os direitos reservados © 2008 - 2015