Sem gestão: arbitragem paraibana definha e chega ao volume morto
Sem perspectivas de futuro e com apenas um árbitro de ponta no estado, panorama na Paraíba é desanimador
Da redação
Atualizado em 08/08/2017 às 02h35

PARAÍBA – Enquanto para algumas federações investir em arbitragem é primordial para o desenvolvimento do futebol, na Paraíba parece que as coisas andam em desconformidade com o que é feito na maior parte do país. Sem um futebol competitivo que há anos não sabe o que é vencer um título nacional, o estado da Paraíba atravessa um dos momentos mais trágicos de sua vida no esporte. Agonizando e sem perspectivas de futuro, o lugar que um dia foi celeiro de bons árbitros, hoje é incapaz de formar um árbitro que esteja em reais condições de atuar na elite do futebol brasileiro.

Chefe do apito paraibano, o ex-árbitro José Renato Soares até se esforça, mas na prática não tem conseguido mudar esse panorama. Com poucos recursos nas mãos e com um material humano limitado, o dirigente acaba sendo obrigado a trabalhar com o que tem no quadro, mas sem uma vitrine que possa promover os seus árbitros a nível nacional e com pouco habilidade para reverter os números, a situação na Paraíba é devastadora. Basta ver as últimas escalas do Campeonato Brasileiro para constatar o momento delicado que vive o estado no cenário nacional.

A situação só não é pior graças a ida do experiente Pablo Alves para o estado. Árbitro acostumado a atuar em grandes espetáculos do futebol nacional, a pelo menos duas temporadas ele lidera o quadro nas escalas da CBF. Embora apite pelo estado por morar em João Pessoa, originalmente Alves é do Rio de Janeiro, federação ao qual formou-se árbitro no início da última década. Para alguns especialistas em arbitragem, se Pablo Alves não estivesse prestando esse favor a Paraíba, a situação seria ainda mais delicada.

Com um líder tecnicamente limitado que preza em escalar árbitros quarentões nas principais séries do futebol local, a Paraíba aos poucos vai justificando a fama de má gestão na arbitragem. Embora o comitê local ignore a modernidade apresentada em federações vizinhas como a pernambucana, parece que para Amadeu Rodrigues, Presidente da Federação Paraibana de Futebol, quanto pior o panorama estiver, melhor.

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