Após queda de Eduardo Cruz do quadro internacional, arbitragem sul-mato-grossense volta ao anonimato
Gestão improdutiva do Comitê de Árbitros do Estado é tida como uma das piores do Brasil. Manoel Paixão herdou quadro após ex-presidente ir parar na cadeia depois de ser pego transportando drogas
Da redação
Atualizado em 05/05/2017 às 23h:47

MATO GROSSO DO SUL – Revelar árbitros numa região do Brasil onde o futebol sobrevive com dificuldades, de fato, não é uma tarefa fácil. Sem apelo popular e com dificuldades financeiras, o futebol sul-mato-grossense se esforça a cada temporada para manter-se competitivo. Embora nas últimas décadas nenhum time do estado tenha conseguido um título de expressão nacional, no estadual as equipes procuram apresentar um futebol aceitável para justificar o título de campeão dado ao time vencedor.

É sabido que a região Centro-Oeste do Brasil tem sérias dificuldades de formar árbitros de ponta, mas diferente dos outros estados, até a queda do Coronel Amauri Alcântara, ex-chefe do Comitê de Árbitros do Mato Grosso do Sul, preso transportando drogas em 2012, o estado apresentava um quadro de árbitros em potencial, panorama que permanece graças ao legado deixado pelo ex-dirigente que deixou a pasta cinco anos atrás.

Como se não bastasse a humilhação internacional com a equivocada saída do ex-auxiliar da FIFA, Eduardo Cruz, um ano depois de ter sido promovido, a Federação de Futebol parece ser adepta do “quanto pior, melhor”, já que para muitos árbitros do estado, só isso justificaria a permanência de Manoel Paixão à frente do Comitê de Arbitragem. Além de não conseguir emplacar com regularidade árbitros na elite do futebol nacional, a renovação no estado caminha a lentos passos.



Além de ser um dirigente que costuma fugir da imprensa como fez com a nossa reportagem, evitando assim, ter que dar explicações à opinião pública, Paixão tem tido sérias dificuldades para administrar o comitê. Embora a CBF tenha dado algumas oportunidades para Paulo Vollkopf, melhor árbitro do estado e Paulo Salmazio, jovem revelado pela antiga gestão, o estado parece ter se apequenado ao longo de sua história.

A gestão de Manoel Paixão, além de improdutiva ficará marcada por ter conseguido a proeza de perder um escudo internacional um ano após tê-lo recebido. Sem ingerência aos corredores da CBF e com um método de trabalho ultrapassado sem nenhuma perspectiva de futuro, o Mato Grosso do Sul parece ter parado no tempo.

Há no estado nomes de respeito e que tiveram história no futebol para uma possível e esperada substituição no comando do comitê de árbitros. Além do respeitado e renomado instrutor Paulo Cesar Farias, dono de um vasto conhecimento técnico sobre a atividade, há também uma alternativa interessante e amplamente apoiada pelos árbitros que seria a indicação do ex-árbitro CBF, João Lupato. Embora esteja com um dos pés na TV Globo após ter sido convidado para ser comentarista de arbitragem da emissora, Lupato seria o nome ideal para fazer a arbitragem “morena” voltar aos trilhos.

A permanência de Manoel Paixão à frente do COAF é considerada por muitos árbitros locais como um erro grotesco de Francisco Cezário, chefe do futebol local que parece pouco se importar com o momento trágico vivido no estado. Basta ver as escalas da CBF para perceber o desprestígio dos seus árbitros em competições nacionais. Tudo isso é reflexo da gestão vazia, despreparada e sem resultados de um chefe de comissão que nem de longe deveria responder pela pasta mais importante do futebol sul-mato-grossense.

O Voz do Apito entrou em contato com Manoel Paixão para que ele falasse sobre o assunto, sem argumentos, o dirigente optou em nos bloquear no whatsapp.

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Comentários


Raul Prazeres ex árbitro CBF
Concordo e vou mais longe aqui não se revela árbitros pq o trabalho não tem esse objetivo... o objetivo aqui é favorecer esesse ou aquele arbitro com escalas... haja vistos os erros grotescos acontecidos e os comentarios por partes dos responsáveis pelas escalas...um ex: num determinado jogo o atacante claramente jogou a bola pra arremesso de meta, a assistente sempre previlegiada nas escalas indicou escanteio, o árbitro BEM POSICIONADO atendeu sua marcação, na cobrança do escanteio o atacante subiu sózinho pra cabecear e fazer o gol mas o árbitro inexplicavelmente apontou uma falta de ataque... olhei pro membro da comissão ao lado ele me disse : viu usou a experiência não houve o escanteio... eu disse : porra errar duas vezes é usar a experiência? Pq já não deu o arremesso de meta q foi claro? Fui taxado de anti ético!

Lourival Ribeiro da Paixão
Caro amigo vocêl realmente está cheio de razão pois a nossa arbitragem caiu muito pois falo isso porque apitei durante 16 anosi e fui.o primeiro árbitro Matogrossense apitar pela antiga C.B.D e depois C.B.F. fico muito triste de ver está situação onde o nosso futebol não tem um árbitro de ponta culpa dos nossos dirigentes da F.F.M.S.

Emanuel
Fui árbitro de futebol entre 1990 até 2001, com esta federação que temos e os seus dirigentes o q íamos esperar do futebol e da arbitragem, enquanto não houver uma mudança drástica na federação de futebol só vai piorar, aliás, piorar o q está é até difícil, mas para eles quanto pior melhor.

Roberto Soares Colman
Hoje aqui em Mato grosso do Sul está sendo muito difícil ser árbitro de futebol. porque: Os árbitros não sabe o que a Comissão de arbitragem pensa e quer. Por isso cada árbitro trabalha do seu jeito. A Pré Temporada que foi criada no sentido de melhorar e padronizar, mas parece momentos de lazer. Ninguem da Comissão Chama a atenção dos árbitros quando os mesmos erram em lançes que influenciam no resultado da partida. Aqui árbitro não pode ser chamado a atenção porque senão ele deixa de ser seu amigo ou coisa parecida. Aqui se eu não tiver enganado, é a única Comissão de Arbitragem que eliminou o quatro de Observadores ou Analista de Arbitragem...me recordo que quando foi criado esse quadro de Observadores fui indicado pra Analizar a arbitragem de um referido árbitro que no Tiro de Canto o mesmo ficava de costas para seu assistente. Na minha observação questionei alguns pontos na arbitragem do referido árbitro que poderia ser melhorado. Sabe o que aconteceu? Acabaram com o Quadro de Observadores após algumas rodadas do campeonato e ainda colocaram o árbitro contra minha pessoa....Eu só queria que ele melhorasse a sua arbitragem, pois Eu já não arbitrava mais. A Comissão não Cobra a preparação Física dos árbitros cada um faz do seu modo. A Comissão de Árbitros na verdade tem que ser renovada, mesmo porque tem membro que está na mesma a muiiiiito tempo e não contribui em nada para o crescimento e valorização da Arbitragem do Mato Grosso do Sul. A Perda de uma vaga Internacional é só uma das coisas que perdemos. Tem inumeras coisa que temos que recuperar, que ao longo do tempo fomos perdendo. A Nossa Arbitragem tem que Recuperar sua Independencia, e apartir dai vamos começar a crescer. Nossos Árbitros não pode ter medo de assumir ou tomar certas atitudes em campo ou fora, por medo de não serem mais escalados, seja pela CBF ou FFMS...e quem perde com isso é o Futebol que está Acima de Todas essas Vaidades.... Eu ainda falo que pra nossa arbitragem voltar a ser respeitada temos que ficar fora da CBF por algum tempo e se organizar pra voltarmos com moral e muito mais forte. Material nos temos porque os árbitros que temos aqui no MS, a Maioria tem grande condições de bem representar a Nossa arbitragem a Nível Nacional. Informo que fui árbitro da FFMS de 1982 a 2003, sendo que de 1986 a 2203 fui arbitro da CBF, onde por opção pedi meu afastamento da Confederação....Espero meus amigos que a nossa arbitragem possa ter o reconhecimento pelo trabalho correto dentro e fora do campo de jogo... Sucesso a Todos.

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