05/11/2015 | 16h:38

Crise




Essa talvez seja a palavra que mais ouço e a que mais leio nos jornais atualmente. O que fazer neste momento, que a crise bate na porta de cada um de nós?  

Como sobreviver?

Tenho pra mim que toda e qualquer crise é uma oportunidade de faxinar; de tirar os excessos. A crise atual do país pode servir para a reflexão do que realmente é essencial na vida de cada um de nós. Pode-se usar o momento como oportunidade de recomeçar uma vida consciente,  incorporando  na vida de cada um, no momento presente e em nossa vida pós-crise, este ser mais consciente com o planeta.

Nunca se viu tanto consumo supérfluo, tanto desperdício, tanta ausência de humanidade! Cada um de nós está levando o planeta terra à falência, precisamos urgentemente rever as condutas, o consumo no dia a dia.

Nas crises conjugais pode-se aproveitar o momento para se resgatar, e alimentar a chama do amor ou como a maioria anda preferindo, trocar (descartar) o companheiro com facilidade assustadora!

Nas crises existenciais podemos procurar ajudar de um bom profissional e dar o salto quântico na direção de um caminhar mais consciente ou pode-se procurar alguma medicação e se alienar de vez (deixo bem claro que acredito que em algum momento a medicação pode ser necessária sim)!

Crises sempre vão existir, quando não for do mundo real, será a imaginária, a que se cria em fantasias dentro do processo de viver, na busca da felicidade, do amor eterno, na busca da cumplicidade, na busca de si mesmo!

Crise é oportunidade de um embarque para dentro: quem sou eu de fato? O que vim fazer aqui nesta vida? Hoje sou mais humano e consciente do que ontem? E há uma diversidade de perguntas que poderão levar a uma melhor compreensão de si mesmo!

Crise, crie, voe mais alto, mergulhe profundamente em suas entranhas, sem pressa, apenas ouça, sinta, emocione-se. Na volta deste encontro, compartilhe com amorosidade, suas descobertas. A cada encontro  deixe um pouco de tua paz e consciência, vá, não perca mais tempo, semeie! 



12/08/2015 | 03h:38

“Qualquer que seja a pergunta, o amor é a resposta”




Procurei o autor desta frase e não encontrei, foi postada por uma amiga no face. Tão bonita, tão cheia de conteúdos, tão simples e tão difícil.

Nossa sociedade está adoecendo, nós estamos adoecendo, é tanto lixo em todos os lugares, jornais, sites, televisão, até o Voz do Apito tem contribuído para  a doença moderna; sinto falta de ler sobre as coisas boas, puras, inocentes, que falam de amor, de sonhos, de esperança!

Dou uma sugestão aos adultos: observem as crianças brincando, apenas observem, não se metam, reaprendamos a ver a vida com seus olhos inocentes, Deus vê com os olhos das crianças!

Certa vez alguém falou para Madre Teresa de Calcutá:

- Eu não cuidaria de um leproso nem por um milhão de dólares!

Ato imediato ela respondeu:

- Nem eu, só por amor!

Entendamos de uma vez por todas, chega de crticas, dissabores, rancor, mágoa, precisamos de amores, gentilezas, toques, olhares!

Ontem almoçava com Flávia, minha companheira no SESC, a minha frente uma jovem fazia seu prato e também de seu possível irmão, que por algum motivo não tinha condições de  se servir; fiquei ali encantado, aprendendo o amor, a paciência, dedicação para com um “outro ser”. Aquela jovem foi mais uma das que me injetaram um sopro de esperança na alma. Claro que o nosso assunto do almoço foi sobre o amor!

Já lá fora do Sesc comentei com a Flavia que gostaria de dizer para a jovem que seu amor era tão lindo, que contagiava; não demorou muito e a vida nos pôs frente a frente, olhei profundamente em seus olhos e lhe disse: que amor lindo, bonito de se ver e aprender, me curvei em sinal de gratidão, ela sorriu e agradeceu e se foi, certamente distribuindo seu amor por onde passava.

Que sejamos distribuidores do perfume do amor, da esperança, saiamos da conexão de violências, agressões gratuitas, leituras que nada vão agregar. Sejamos senhores do amor e do bem e então viveremos na paz e amor.



12/06/2015 | 00h:51

O que você vê abaixo?




A maioria “certamente” vai dizer que viu um ponto preto! Certo? Errado? São percepções individuais que vão falar como cada um leva e vê a vida!

O árbitro de futebol faz uma partida tecnicamente correta, perfeita, e um único equívoco cometido é o suficiente para críticas e até afastamento...lembra da famosa geladeira? A maioria já deve ter passado por isso.

Voltando a ilustração acima, temos uma imensidão de branco, mas a pessoa só vê o ponto preto. É igual à situação de uma pessoa com problemas, inúmeras portas se abrindo, e, por algum motivo, ela fica cristalizada naquela porta fechada, não vê saída para seu problema.

Minha sugestão aos amigos da arbitragem é continuar dando o seu melhor, treinando, assistindo outros profissionais atuarem. O nosso mestre maior Jesus não conseguiu agradar a todos e você não vai ser melhor que ele.

Já ouviu dizer que ninguém chuta cachorro morto? Estão falando mal de você? Não leve para o lado pessoal, podem estar falando apenas da sua atuação como profissional; eu disse, podem, possivelmente em algum comentário desproporcional você vá perceber certa inveja, isso é assim desde o início da humanidade, não quer ser criticado, não faça nada, pois geralmente os que fazem algo são atacados até com muita ira por aqueles que nada fazem!

Opte por ser feliz, viva a sua vida com dignidade, reconecte-se com seu Deus, tenha bons princípios, viva o aqui e agora, e deixe o tempo mostrar quem é quem! 



22/04/2015 | 01h:50

Pare o mundo que eu quero descer




Tenho ouvido cada vez mais essa conhecida frase do Raul Seixas, eternizada em sua voz  nos anos 70. Hoje já ouço na voz de jovens e também senhores, senhoras, que diante de tantos disparates no dia a dia, não conseguem se enquadrar nos atuais parâmetros do mundo moderno.

Alguns poderão dizer que é saudosismo, o que é questionável, o certo é que a humanidade se perdeu de si mesmo, o modelo atual, que já dura algumas décadas, tem transformado as pessoas em robôs, seres gastantes.

Outro dia eu li a seguinte frase:  “ se você é o que você tem, e você perde tudo que tem, o que você é?”. A oportunidade de questionamento é fundamental para poder sair dessa armadilha chamada consumismo, para poder ter um mínimo de saúde psíquica em nossa sociedade insana do ter.

“Ter que pagar pra viver, ter que pagar pra morrer”, ter que pagar pra respirar, não duvidem, poderá chegar-se  lá em pouco tempo. Tudo gira em torno do ter que pagar, e se você por algum motivo não tem como pagar, você não é visto, você é ignorado, você é excluído.

Falando em exclusão e como aqui o site é sobre nosso esporte apaixonante, o futebol, que deveria ser a alegria de todos, mas, infelizmente deixou de ser: excluíram os geraldinos! Nos anos 80 e 90, lembro-me do Gerdal, geraldino Flamenguista, que ficava orientando os jogadores ali da Geral, aqui eu peço ao Pedro Paulo de Jesus, que entreviste um Zico, Adílio, Junior, eles vão se lembrar do Gerdal. E hoje? Não há mais espaços para os novos Gerdais, maracanã e outros estádios ficaram caros demais para o povão.

Eu mesmo, quando morava no RJ, era raro o domingo que não ia ao Maraca, a geral era acessível, pagava dois reais, por exemplo, ou cinco reais depois do aumento. Uma decisão como o Brasileiro, Flamengo 3x0 Santos eram aproximadamente 8 reais, e hoje? Ex geraldino vê pela TV, se quiser. A ida aos estádios tem que ser acessível a todos. Há certa “elitização” nos esportes, na sociedade; enfim, como tudo muda o tempo todo, é preciso reaprender a se colocar no lugar do outro, amanhã pode ser você que esteja “por baixo”. 



12/02/2015 | 03h:33

Família ou arbitragem?




Vivemos nos tempos atuais algumas crises, entre elas, a crise de valores. A ética anda meio esquecida. Alguns anos atrás, a família era sinal de aconchego, porto seguro, hoje já nem tanto, ao menos em muitas famílias. Filhos  crescem com pais ausentes; a pouca atenção dos pais pode refletir por toda uma vida, gerando sentimento de menos avalia, insegurança, citando apenas dois dos  sentimentos mais comuns.

Quando optar momentaneamente por dar mais atenção ao lado profissional ou a família?

Esta é a questão, não só da arbitragem, assim como todo profissional em diversas áreas. Alguns mais conscientes (minha percepção!) deixam para ter filhos quando já tiveram  certa independência financeira; estes optaram por  dedicar ao máximo  ao seu lado profissional no primeiro instante, para no futuro dar atenção ao filho que virá ou a companheira. A vida é feita de opções e escolhas, cada uma delas vai trazer uma consequência. Estar atento as necessidades de todos envolvidos é fundamental.

E a arbitragem, que vamos dizer assim, tem vida curta?

Minha sugestão é buscar o equilíbrio. Dá para ter-se o meio termo, o tão falado caminho do meio vai ser sempre a melhor opção. Se possível contatar um  profissional que possa orientar sobre as necessidades da criança em cada idade, onde a presença da Mãe/Pai se faz mais necessária. Assim, não haverá necessidade extrema de família ou arbitragem.

O universo flui naturalmente, onde houver tensão, haverá desarmonia, o que acarretará possibilidades de doenças. Buscar o equilíbrio em qualquer situação evitará desequilíbrios, conversas familiares evitarão diversos problemas, sejam eles psicológicos ou não. Permita-se fluir na onda da paz! Tudo passa, tudo passará!

 

Legal falar contigo!

Dr. Manoel Roxo




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