05/11/2015 | 16h:38

Derrotas e vitórias de 2015




Meus amigos,

Com o término do Campeonato Brasiliense da 2ª Divisão, não há mais o que esperar significativamente para o futebol do Distrito Federal em 2015. Futebol este que continua sendo de Série D, já que nenhuma equipe profissional daqui conseguiu algum destaque em nível nacional, e nem na citada divisão do Campeonato Brasileiro deste ano. A Sociedade Esportiva do Gama, único representante candango na competição, sequer se classificou para a segunda fase. Já o Brasília Futebol Clube conseguiu feito inédito entre os clubes locais, ao se tornar a primeira equipe do DF a se classificar para um torneio internacional, no caso, a Copa Sul-Americana. Fez bonito, na condição de visitante, ao eliminar o Goiás, equipe de tradição na Série A dos Campeonatos Brasileiros. Porém, logo na fase seguinte, jogando em casa, não conseguiu reverter a vantagem mínima do Atlético-PR, conquistada no primeiro jogo, e foi eliminado da competição, deixando evidente a fragilidade do futebol local. Talvez a única vitória do futebol candango em 2015 tenha sido fora de campo: a saída do inexpressivo e fanfarrão presidente da Federação Brasiliense de Futebol (FBF), cujo nome nem convém citar.

Outra derrota é a questão do limite de idade para árbitros, assunto que a própria FIFA entendeu ser incoerente, tanto que já o aboliu de suas diretrizes, mas que permanece sendo um limitador aqui no DF. Temos árbitros no mesmo nível dos demais, com equilíbrio nos famosos quatro pilares (físico, técnico, mental e social) que não foram escalados com frequência na função de centrais única e exclusivamente porque já passaram dos 45 anos. Um ou outro teve um agrado, como ser escalado no Estádio Nacional, onde foram realizadas partidas da Copa do Mundo 2014, porém, na última rodada da 2ª Divisão local, em jogo para cumprir tabela. Infelizmente, agrados dessa natureza são considerados relevantes para alguns e, com isso, vai se perpetuando essa prática infeliz. Mas o que deveria acontecer mesmo, para valorizar árbitros com mais idade, principalmente aqueles que não tiveram o prosseguimento adequado de suas carreiras por culpa dos dirigentes nefastos que por aqui passaram, seriam escalas em jogos importantes, onde os três pontos fizessem diferença para as equipes dentro de uma competição. Ser Indicado com frequência para jogos dessa natureza já prestigiaria o profissional perante o grupo, e o próprio árbitro sentiria sua importância, mesmo que não tenha maiores pretensões na carreira. E os atuais dirigentes de arbitragem tiveram oportunidades para tanto: houve jogos decisivos nas categorias de base, feminino e outras, onde, com certeza, árbitros acima da idade limite, conduziriam as partidas com eficiência, maestria, e se sentiram prestigiados e valorizados. Mas não! Preferiram ignorar a existência deles. E esta foi uma prática adotada pela Comissão Distrital de Arbitragem de Futebol do Distrito Federal (CDAF/DF) e pelo Sindicato dos Árbitros de Futebol do Distrito Federal (SAF/DF).

Existe também outra situação errada, que vem sendo observada há vários anos, a qual já passou da hora de ser corrigida. Muitos árbitros pertencem aos quadros do SAF/DF e da FBF; outros só pertencem ou, por algum motivo, só atuam pelo SAF/DF. Porém, muitas vezes, árbitros são escalados duas, três ou mais vezes na semana, ora pela FBF, ora pelo SAF/DF, enquanto os que pertencem somente ao SAF/DF acabam por ser escalados uma ou nenhuma vez no mesmo período. Além de ser uma tremenda sacanagem, tal artifício desmotiva o grupo e gera insatisfações. Claro que há de se observar e reconhecer a melhor qualidade de um determinado grupo de árbitros em relação a outro, mas, mesmo assim, essa desigualdade de escalas ocorre em demasia.  

Na contramão do pífio futebol candango, a arbitragem do Distrito Federal em 2015 revelou vários árbitros e assistentes. E aqueles que já figuravam nas escalas nacionais dos mais diversos campeonatos de todas as divisões continuaram sendo utilizados pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Outros já estão fazendo parte deste seleto grupo. Definitivamente, a arbitragem local encontrou sua identidade, encontrou seu padrão. Guardando as devidas particularidades a respeito dos profissionais com mais de 45 anos de idade e as errôneas escalas do SAF/DF, já mencionadas, os árbitros voltaram a ser respeitados e valorizados pelos seus dirigentes. Aqueles que atingem o nível que deles se espera são agraciados com escalas nos principais campeonatos do DF e, caso suas atuações não sejam satisfatórias, são orientados no que precisam melhorar, e, com isso, se mantêm motivados e prontos para a próxima oportunidade. E ela vem! Aqueles que se destacam podem até se sentir melhores que os outros, mas não se acomodam como antes, pelo contrário, sabem que precisam continuar treinando e se esforçando porque a competência, a dedicação e o talento de todos são levados em consideração. Naturalmente, novos nomes podem se destacar, afinal, só depende deles mesmos. Não existem mais dirigentes de arbitragem sujos com suas ações igualmente sujas nos bastidores, escolhendo este ou aquele árbitro independente do seu desempenho nos testes físicos ou teóricos ou outras predileções! Esta é uma das vitórias da arbitragem do Distrito Federal!

Quatro estados do país estão fazendo parte do pioneiro FIFA 11 e o DF atua como centralizador. Em linhas gerais, trata-se de um programa de prevenção de lesões por meio de treinamentos específicos no qual fazem parte os árbitros locais que pertencem ao quadro nacional. Mais uma vitória da arbitragem do DF que, diga-se de passagem, já está pronta para voltar a figurar com frequência no apito dos jogos da Série A do Brasileirão. Quem sabe em 2016?

Forte abraço e que Deus abençoe a todos!



16/09/2015 | 19h:45

Calotes de pagamentos e arbitragem nova em Brasília




Como costuma dizer o jornalista Pedro Paulo de Jesus, árbitro de futebol é a profissão mais execrada do país. Além disso, pelo menos aqui no Distrito Federal, a federação se preocupa com todos os aspectos vinculados ao futebol, menos com o pagamento dos árbitros. Tal atitude, além de ferir o Estatuto do Torcedor em seu capítulo VIII, artigo 30, parágrafo único (o que por si só já deveria ser o suficiente para obrigar a entidade a honrar com suas obrigações, pois se trata de uma lei federal), mostra total falta de compromisso com a categoria. Por outro lado, o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Distrito Federal (SAF/DF) deveria tomar atitudes mais enérgicas visando a quitação imediata dos débitos junto à categoria que representa. A diplomacia, o diálogo, o bom senso, sempre são bem-vindos em qualquer situação, sobretudo naquelas que tratam de conflitos. Apesar de vir adotando tal postura, contudo, o SAF/DF ainda não obteve os resultados esperados. Muitas vezes, várias taxas de arbitragens são pagas no ano seguinte ao término de um campeonato, assim mesmo, quando são pagas! E sem juros ou correção monetária! Absurdo e, por que não dizer, inacreditável! Além de todas as pressões que a arbitragem sofre em uma partida de futebol, a maior delas a de ter que decidir com precisão e em questão de segundos se houve ou não uma infração às regras do jogo em determinado lance, ainda fica à mercê da boa vontade da Federação Brasiliense de Futebol (FBF), para receber o que lhe é devido.

Recentemente, o SAF/DF ajuizou ação judicial para receber os débitos antigos e, em recente assembleia da categoria, ficou decidido que as taxas de arbitragem deverão ser pagas antes de cada sorteio que define os árbitros da rodada. A sentença já deve ser aplicada no campeonato da segunda divisão, cujo início está previsto para setembro. Caso não seja feito o pagamento devido, sequer haverá o sorteio! Finalmente uma decisão efetiva para a solução de um problema recorrente e que nunca deveria ter existido! O estranho é que, mais uma vez, a categoria aceitou, sem fazer nenhum barulho, a forma proposta (ação judicial) para recebimento dos débitos anteriores. Começar mais um campeonato com taxas em aberto, sem ao menos cogitar a possibilidade de uma greve é, no mínimo, suspeito. Pelos bastidores, correm informações de que essa calmaria demonstrada pelos profissionais da arbitragem ainda é reflexo de um acordo costurado lá atrás visando à derrubada de um presidente de comissão que não atendia aos objetivos de um determinado grupo. E como conseguiram depor o mandatário, está na hora de pagar a conta.

No dia 17 de julho, a Escola de Arbitragem da Federação Brasiliense de Futebol (EAFBF) diplomou mais 24 árbitros, entre homens e mulheres. Foi uma solenidade simples, mas de grande brilhantismo, com algumas homenagens e muita emoção. Bianca Dias foi a primeira colocada entre as mulheres; já entre os homens, Maguielson Lima e Márcio Bispo terminaram o curso empatados em todos os quesitos. Porém, por ser mais novo, Maguielson ficou com o primeiro lugar. Mas foi Rafael Cruz, orador da turma, que roubou a cena com um texto espetacular, comprovando seu talento tanto na escrita quanto na oratória. Quando encerrou seu discurso, foi aplaudido de pé! Senti lágrimas no rosto diante de tamanha intimidade com as letras e com a oratória!

A EAFBF também criou uma carteira de identificação para o árbitro. Agora, o profissional da arbitragem no DF tem um documento oficial informando a sua condição. Espera-se que este documento, muito em breve, seja acessível a todo o grupo que esteja devidamente sindicalizado. Parabéns a EAFBF pela excelente iniciativa!

Nos dois últimos anos tivemos dois cursos de árbitros onde se formaram pessoas altamente capazes e muito talentosas. Como já escrevi aqui muitas vezes, o DF tem o dom de formar ótimos árbitros e árbitras. Seja para o apito, seja para a assistência. O potencial das duas últimas turmas é nítido e, somadas ao grupo que já atua, a quantidade de profissionais disponíveis para os campeonatos do DF é suficiente. A má notícia é que a EAFBF, já está com outro curso em andamento. Ou seja, em curto prazo, mais árbitros estarão formados, e infelizmente não teremos jogos para todos. Isto gerará atritos, descontentamentos e rivalidades. Hoje, como não poderia deixar de ser, há um ambiente competitivo, porém, existe equilíbrio de oportunidades e prevalece o respeito, a amizade, o reconhecimento do valor do outro. O ingresso de novos profissionais colocará esse equilíbrio em risco. E nunca é demais lembrar que, durante décadas, não bastaram talento, competência e dedicação individual para alavancar uma carreira. E não queremos que esse tempo volte ao DF.

O DF tem tanto potencial para a formação de árbitros, e aqui se joga tanto futebol, que há espaço para todos nesse mercado. Existem dissidentes do SAF/DF e da FBF que estão à frente de projetos cujo objetivo principal é disseminar o conhecimento das regras de futebol. Eles promovem cursos de arbitragem para pessoas que atuam como árbitros, mas não possuem conhecimento técnico para o exercício da função. Obviamente, como qualquer prestação de serviço, há remuneração aos organizadores dos cursos. Porém, os alunos têm consciência de que não saem credenciados a atuar pela FBF, e nem em jogos vinculados ao SAF/DF. Em consonância com as administrações regionais, ficou determinado que para atuar em partidas válidas pelos campeonatos regionais, os árbitros precisam, no mínimo, ser formados em cursos dessa natureza. Se uma pessoa tomar gosto pela profissão e quiser ir mais além na função, deverá procurar a EAFBF, e, em caso de aprovação no curso  promovido pela entidade, estará apta a atuar em jogos profissionais. 

E existem árbitros criticando tão inofensivos projetos. Será que estão com medo da concorrência ou é uma demonstração de soberba ao desmerecerem aqueles que lá atuam como instrutores?

Forte abraço e que Deus abençoe a todos



22/04/2015 | 01h:50

Um novo tempo se firma no DF




É pena o futebol profissional do Distrito Federal ser tão inexpressivo a ponto de ser praticamente ignorado pela mídia, que concentra seus olhos nos grandes centros. Raramente os gols do campeonato local são exibidos nos noticiários esportivos do país. Às vezes, nem as emissoras de televisão do próprio DF dão espaço para o nosso futebol. Mas isso não nos impede de termos uma equipe de arbitragem da mais alta qualidade, que não deve nada para ninguém, pelo contrário, deveria era servir de referência! Somos um time onde entra um, sai outro e, praticamente, o alto nível de arbitragem permanece inalterado! 

Isso se deve muito ao fruto do trabalho em equipe que os árbitros candangos estão voltando a vivenciar e a enfatizar. Desde o recém-formado até o mais experiente, todos buscam melhorar, e agora todos têm acesso para realizar os mesmos treinamentos e aprimorar os mesmos fundamentos. O resultado não poderia ser outro que não a excelência dentro do campo de jogo.

Não é difícil assistirmos a verdadeiras lambanças de arbitragem vindas dos grandes centros futebolísticos do Brasil, nos quais estão os clubes de maior expressão, poderio financeiro, torcida, em que atuam os jogadores mais habilidosos etc, centros nos quais, teoricamente, a arbitragem deveria ser de alto nível. Porém, sistematicamente, os árbitros locais cometem erros tão amadores, influindo de forma tão significativa no resultado das partidas, que não podem ser considerados como tal! E o maior temor que assola nós, árbitros, é a constatação de que uma falha da equipe de arbitragem definiu o resultado de um jogo. E quanto mais alto o grau hierárquico do escudo que o árbitro carrega no peito, maior também é a dimensão do erro cometido. No DF não temos mais nenhum árbitro FIFA, por enquanto, mas, em matéria de competência dentro do campo de jogo, não devemos em nada para os estados que ostentam tamanha honraria!  

É muito difícil um árbitro do Distrito Federal ter sua atuação criticada. Claro que perfeito, só Deus, mas estamos sobrando na turma! Cerca de 70% dos nossos árbitros e 90% dos nossos assistentes, independente de idade, reúnem todas as condições para atuar com qualidade em qualquer partida de qualquer campeonato do país!

O Sindicato dos Árbitros de Futebol do Distrito Federal (SAF/DF), em sua contínua luta na busca de atender melhor o associado, reativou o site da entidade (www.safdf.net), trazendo notícias de interesse para a arbitragem, escalas, súmulas, regulamentos etc. Além disso, há uma novidade. Agora, o associado recebe um login e senha e faz um rápido cadastro no site. A partir daí, acessa áreas restritas onde poderá verificar sua folha de pagamento, por exemplo. Mais uma bola dentro do SAF/DF! Pena que, novamente, os uniformes adquiridos por meio de patrocínio são de qualidade muito abaixo da que merecemos. E, por força de contrato, seremos obrigados a usá-los até o final do ano! Mas já há mobilização para resolvermos de uma vez por todas essa questão para 2016.

Mudando de assunto, o primeiro Curso para Árbitros Jovens, realizado pela Conmebol, em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a FIFA, realizado entre 6 e 10 de abril, no Rio de Janeiro, contou com 26 árbitros e 12 assistentes de dez países da América do Sul. O Distrito Federal foi representado por Rafael Martins Diniz, uma promessa que vem virando realidade. Este humilde colunista, após a segunda partida que atuou com Rafael, então com 22 anos, percebeu seu potencial e informou sobre suas qualidades à Comissão Distrital de Arbitragem de Futebol do Distrito Federal (CDAF/DF), à época conduzida pelos excepcionais dirigentes Alexandre Andrade e Jardel Cassemiro, que indicaram o rapaz ao quadro da CBF. Obviamente, são de Rafael todos os créditos por sua carreira estar caminhando muito bem. É ele quem entra em campo! Nós, amantes e conhecedores de arbitragem, temos uma parcela mínima neste processo.

Entre tantos outros árbitros competentes no Distrito Federal, temos Alan Simei Lopes, de muito potencial e que já provou sua qualidade e talento com grandes atuações. Já tem alguns anos de estrada e merece ser trabalhado em nível nacional.

É uma satisfação ver a arbitragem do Distrito Federal fluindo com naturalidade, com uma boa dose de oportunidades a todos e, principalmente, com transparência dos dirigentes de arbitragem em suas ações e opiniões.

Preferências pessoais por determinados árbitros sempre existiram e sempre existirão. Mas elas nunca poderão servir de justificativa para impedir que um árbitro com potencial consiga ascensão na carreira. Basta! Isso não pode ocorrer mais no DF!

 Forte abraço e que Deus abençoe a todos



18/02/2015 | 22h:29

Arbitragem candanga andando na linha!




É redundante citar que, durante décadas, muitas vezes não adiantava os árbitros do Distrito Federal mostrarem capacidade, competência, aptidão e diversas outras qualidades. Poucas vezes esses critérios foram levados em consideração pelos dirigentes que passaram pela Comissão Distrital de Arbitragem de Futebol do Distrito Federal (CDAF/DF). Quase sempre, as ações extracampo é que acabavam por definir quem seria escalado na Série A local, ou ingressaria no quadro nacional, ou teria acompanhamento objetivando projeção na carreira, etc. Uma pausa neste processo ocorreu na gestão de 2012, mas, infelizmente, durou apenas um ano e tudo voltou como era antes. Por sorte, o Distrito Federal parece mesmo ser um solo fértil para o nascimento de tantos talentos para a arbitragem. Ainda que alguns destes tenham ficado pelo caminho, por causa dos dirigentes incompetentes, outros tantos conseguiram se sobressair e escreveram sua história não só no DF, mas também em nível nacional, e na FIFA.

Atualmente, dentre tantos árbitros brasilienses de destaque no quadro nacional, temos em Marrubson Melo Freitas um deles. Ele foi citado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como tendo acertado todos os 12 impedimentos que assinalou no Campeonato Brasileiro de 2014. Este fato fez com que nosso árbitro assistente fosse o primeiro nome de uma lista sobre estatísticas de arbitragem divulgada pela entidade máxima do nosso futebol. E por este motivo, Marrubson recebeu justa homenagem durante nossa pré-temporada, e que emocionou a todos.

A atual gestão da CDAF/DF, em parceria com o Sindicato dos Árbitros de Futebol do Distrito Federal (SAF/DF), e também com a Escola de Arbitragem da Federação Brasiliense de Futebol (EAFBF), está virando as páginas mal-escritas do passado. Ela tem se esmerado em oferecer testes físicos e teóricos cada vez mais precisos e eficientes para todos os árbitros, e nisso tem sido muito bem-sucedida. Para o início do mês de março, uma equipe de preparadores físicos foi contratada, e a intenção é que a maioria mantenha o alto nível de condicionamento em que se encontra. Espera-se também que no próximo teste físico, provavelmente no mês de junho, todo o quadro esteja em condições de ser aprovado no dificílimo FIFA Test.

Já o SAF/DF, não conseguiu renovar contrato para a prestação de serviços de arbitragem com um dos clubes sociais mais antigos, o qual prefiro não citar o nome, e que talvez tenha o campeonato mais atraente e competitivo do futebol amador do Distrito Federal. Além de organizar várias competições nas mais diversas categorias praticamente o ano inteiro, as equipes convidam ex-jogadores profissionais para integrarem seus times, tornando seus certames bem equilibrados. Não é exagero dizer que, em várias ocasiões, lá são disputadas partidas com mais apelo que muitas do campeonato profissional local! O SAF/DF teve suas falhas por meio de associados que contribuíram para que o clube escolhesse outra equipe de arbitragem para conduzir seus campeonatos em 2015. Seja por não cumprimento de horário, seja por erros de arbitragem, ou qualquer outro  equívoco que profissionais estão sujeitos a cometer. Mas, ao que parece, mais uma vez, foi a política quem decidiu negativamente no bom andamento das coisas. A nova diretoria deste clube, movida por desejos pessoais, optou pela não renovação do contrato.

Diferente de 2014, quando houve árbitro que ficou sem seu material no fim da temporada, neste ano o SAF/DF mudou de patrocinador e entregou os uniformes antes do início das competições a todos os árbitros federados e sindicalizados. Os kits estão cada vez mais completos. Neste, além das peças tradicionais e uma ou outra novidade, temos camisas de quatro cores distintas, porém, mais uma vez, o material não agradou. As queixas quanto a qualidade do tecido são muitas. Por ser uma reclamação recorrente, não resta alternativa. Marcas tradicionais de material esportivo devem ser procuradas em uma próxima vez. Mesmo que o patrocínio não cubra todas as despesas dos kits e tenhamos que desembolsar algum valor, valerá a pena, já que teremos um material de melhor qualidade para usar. Temos um quadro de árbitros excelente. Merecemos uniformes excelentes para trabalhar!

No campeonato da Série A local, muitas estreias estão sendo promovidas, e todas baseadas nos critérios pré-definidos: aprovação nos testes físicos e teóricos. Simples assim. Não tem conversa nas entrelinhas. Não tem “jeitinho”. Mas ainda existem árbitros aprovados, consequentemente habilitados, à espera das suas escalas, das suas oportunidades, do seu prêmio, enfim, por passarem em teste físico tão difícil. Com certeza, não há jogos para todos, porém, a CDAF/DF tem a obrigação de dar uma satisfação, esclarecer os motivos para aqueles que não terão sua oportunidade este ano na Série A local. Outro assunto que a CDAF/DF não pode deixar de lado é o critério idade. Se até na FIFA ele já não existe mais, o que está faltando para o Distrito Federal seguir a mesma filosofia? Temos ótimos árbitros em qualquer faixa etária, inclusive acima dos 45 anos! Suas experiências não podem e não devem ser desprezadas!

É nítido que nossa arbitragem vive um momento de unidade e isso se deve à postura profissional, honesta e transparente com que os atuais dirigentes estão agindo, em especial, o presidente da CDAF/DF, Geufran de Almeida Oliveira, que tem muito carisma e habilidade para motivar o grupo. Estamos torcendo para que todos os projetos e ações levem a arbitragem do DF cada vez mais ao sucesso.

Forte abraço e que Deus abençoe a todos

Marcelo Piacesi



19/01/2015 | 00h:15

O ano promete muito para a arbitragem candanga




No final de 2014, a FIFA presenteou nossa categoria ao abolir o critério de idade para os árbitros que pertencem ao seu quadro. Agora, ao completar 45 anos, o árbitro não será mais jubilado. Ele poderá continuar atuando profissionalmente desde que também continue logrando êxito nos testes físicos e teóricos e nos exames médicos aos quais terá que ser submetido. Finalmente a entidade máxima do futebol, se rende ao óbvio: quem decide se continua ou não exercendo determinada atividade, é o próprio profissional. Essa escolha ocorre em qualquer carreira e, repetindo, além de motivação própria, deve-se respeitar os limites de cada um, os quais são mensurados por meios específicos, conforme a profissão que se exerce. Daí, essa decisão da FIFA, se estender para as entidades nacionais e, posteriormente, estaduais, é só uma questão de tempo! Uma novidade bem motivadora!

Em se tratando da arbitragem local, 2014 se encerrou como de praxe: um evento social que reuniu árbitros, familiares e amigos. Infelizmente, muitos árbitros deixaram de comparecer, mas, para os presentes, não faltou animação, comes e bebes. Tudo muito bem organizado pelo Sindicato dos Árbitros de Futebol do Distrito Federal (SAF/DF), conduzido pela gestão reeleita de Jamir Garcez, o qual se mantém sempre presente e atuante não só na sua função de presidente, mas também, em outras nas quais se vê obrigado a exercer para que tudo saia de bom grado para todos.

No futebol de uma forma geral, observamos que nem sempre aquele atleta que foi um diferencial na sua carreira como jogador, às vezes até chegando à seleção brasileira, ao deixar os gramados, consegue manter a mesma qualidade como treinador. Ao contrário, um jogador que teve uma carreira de pouco destaque dentro do campo de jogo, muitas vezes, transforma-se em um excelente técnico de futebol. Ao que parece, com a Comissão Distrital de Arbitragem de Futebol do Distrito Federal (CDAF/DF) estamos diante de algo semelhante, já que o recém-empossado presidente, Geufran de Almeida Oliveira, que até há pouco tempo nem árbitro de futebol diplomado era, vem mostrando muita determinação, vontade de acertar, empatia com o grupo e conhecimento para a função. Vejamos. Ele criou o Regulamento Geral da Arbitragem, disponível no site da Federação Brasiliense de Futebol (http://www.fbfdf.com.br) e convocou TODOS os árbitros regularmente credenciados junto à CDAF/DF, independente de idade, para participar do teste físico que será realizado no dia 17/1 e também para a pré-temporada que acontecerá dias 15 e 16/1, onde será realizada uma prova teórica; informou que o árbitro que não for aprovado no teste físico e nem no reteste, não será escalado na Série A do Candangão, que começa dia 25/1; igualmente, definiu e divulgou os árbitros que pertencem ou passaram a pertencer ao quadro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF); também criou quadros locais, divididos nas categorias especiais, promissores e CDAF; e definiu que os treinamentos voltarão a ser obrigatórios, já tendo acorrido alguns ainda no fim de 2014, e que a participação neles será levada em conta para futuras escalas. E mais: ainda será divulgado, oportunamente, um cronograma com diversas atividades tais como provas teóricas e treinamentos físicos.

A transparência é o foco a que os novos membros da CDAF estão dando ênfase. Tudo será divulgado a todos do grupo. Os árbitros que estão dentro da faixa etária com condições de aspirar a maiores projeções tomarão conhecimento das suas avaliações e serão orientados no que precisarem em busca do aprimoramento. Caso não consiga corresponder, ele será avisado que não tem condições de alcançar melhores resultados, e que não precisa mais investir em sua carreira. Com certeza, não é tão simples um dirigente dizer isso para um árbitro, que, por sua vez, terá que aceitar esse fato. Mas, como diz um ditado: “Mais vale uma dura verdade do que uma doce mentira”. O que não pode mais acontecer é sacanagem. O árbitro se dedicava, trabalhava, sonhava e sua hora nunca chegava porque alguém não gostava dele ou porque não ouviu de algum responsável o que ele precisava saber.

É tanta coisa boa que estão pretendendo colocar em prática que dá até para duvidar que, finalmente, mesmo sem a volta de Alexandre Andrade, foram recrutadas pessoas decentes, verdadeiras, dispostas a comandar com lisura a arbitragem candanga. Mas existe um membro na CDAF atual que destoa dessas pessoas. Ao que parece, contudo, ele está sendo descartado gradativamente.

Agora, é muito importante que todos os árbitros tenham discernimento. Saibam que têm o seu valor, porém, reconheçam e busquem corrigir seus erros. Admitam e valorizem os acertos, seja dos dirigentes de arbitragem, seja dos colegas. Temos que buscar a harmonia, a união, a vontade de ver vencedora a arbitragem do Distrito Federal. Vamos deixar de olhar somente para o próprio umbigo e ajudar a arbitragem do Distrito Federal a voltar para o lugar de destaque do qual ela nunca deveria ter saído!

Por fim, na recente prévia do teste físico, que contou com a presença de árbitros já consagrados em suas carreiras, tivemos como destaque Marconi Souza e a recém-ingressa ao quadro da CBF Leila Cruz. Ambos completaram a prévia com louvor, mostrando um excepcional preparo físico. Parabéns!

Desejo um excelente 2015 a todos! Este tem tudo para ser um grande ano para a arbitragem candanga! Depende de nós também, e não só dos nossos dirigentes!

                                   




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