08/12/2014 | 00h:30

SAF/DF e CDAF/DF - Mais do mesmo ou falta de opção?




Em 13/11, foi realizada a eleição para a escolha da nova diretoria do Sindicado dos Árbitros de Futebol do Distrito Federal (SAF/DF), para o biênio 2015/16. O pleito foi constituído por chapa única, tanto para a diretoria executiva quanto para o conselho fiscal. Como manda a lei, mesmo não havendo concorrentes, era necessário quórum mínimo para legitimar as chapas participantes. Os árbitros sindicalizados cumpriram com seu dever cívico indo às urnas dando amparo jurídico a demanda.

Que diferença para a última eleição, quando tivemos duas chapas! Ambas eram muito fortes e a que saiu vencedora recebeu poucos votos a mais que a perdedora. Dois anos depois, apenas os membros da chapa da situação voltaram a se candidatar com alteração de alguns nomes, mas a maioria permaneceu. Isto aconteceu porque a atual diretoria fez um grande trabalho no biênio que está se encerrando ou por que quem gostaria de ser oposição entendeu que agora não teria forças para se eleger? Provavelmente um pouco de cada. 

O que não pegou bem na gestão do SAF/DF que se encerra agora foi seu vice-presidente, Luciano Almeida, acumular o cargo de presidente da Comissão Distrital de Arbitragem de Futebol do Distrito Federal (CDAF/DF). Não que uma instituição tenha que fazer oposição à outra, pelo contrário, ambas devem caminhar alinhadas, já que possuem o mesmo objetivo, que é o desenvolvimento profissional dos árbitros que as compõem, mas, com certeza, por uma questão de ética, de moral, é necessário haver separação entre os dirigentes dessas duas instituições. 

Na prática, acabou que logo na primeira reunião da CDAF/DF, o então dirigente que acumulava as funções se deixou levar por orientações equivocadas e determinou ações contrárias aos anseios de muitos. Foi o suficiente para que árbitros antigos abandonassem o barco e, a partir dali, o grupo começasse a perder mais um pouco da união que ainda existia. Em pouco tempo, Luciano Almeida largou tudo de vez e, em matéria de CDAF/DF, o que começou ruim, ficou ainda pior!

Como em toda gestão de qualquer empresa, a do SAF/DF apresenta erros e acertos. A de Jamir Garcez não foi diferente. 
Entre os acertos, tivemos: a assinatura de contratos que propiciaram escalas para os associados praticamente o ano inteiro; a organização de mais um campeonato de futebol soçaite que muito motivou os associados; a realização de diversos eventos sociais a preços convidativos, não só para os árbitros, mas também para seus familiares e convidados. A revitalização da sala, sede do SAF/DF, que se tornou um local mais agradável, arejado e sempre dispondo de algo em sua dispensa para oferecer a quem por lá aparece. Além disso, houve também a aquisição da Carta Sindical por parte do SAF/DF, entre outros benefícios conseguidos em prol da categoria. 

Entre os erros, podemos citar o contrato de patrocínio que deveria fornecer material de arbitragem aos associados, no início do ano. Porém, já estamos no final e nem todos os árbitros receberam os itens a que teriam direito. Neste quesito, há de se dividir a responsabilidade com a própria empresa de material esportivo que deixou muito a desejar ao não entregar tempestivamente boa parte da mercadoria, bem como as confecções não estarem de acordo com o tamanho informado na etiqueta, que causou transtorno. Em 2015, parece que teremos um material de melhor qualidade e, de fato, entregue a todos com a antecedência necessária. A falta de incentivo para que o associado compareça às atividades físicas também foi uma falha identificada.

Outros erros da atual gestão, ora reeleita, partiram da sua comissão de escala com o aval do presidente do SAF/DF. Mesmo tendo muitos jogos para distribuir entre os associados, foi incrível constatar como as partidas consideradas decisivas foram sempre conduzidas por um mesmo grupo. A alegação é que são os clubes que indicam os árbitros para as finais de seus campeonatos, o que chega a ser inacreditável! Aí acabou que alguns foram escalados em diversas fases decisivas de diferentes campeonatos, enquanto outros, com as mesmas características, não foram escalados em nenhuma! Um verdadeiro absurdo! Uma verdadeira afronta! O interessante foi que esses mesmos árbitros, preteridos pelo SAF/DF, acabaram por atuar com destaque em fases decisivas de campeonatos conduzidos por outras instituições de arbitragem. 

Houve também campeonatos que começaram e terminaram sem que vários associados sequer fossem escalados. Mesmo após questionarem o fato, não obtiveram resposta. Houve também situações em que os clubes não gostaram das atuações de alguns árbitros e os vetaram. Com certeza, sendo clientes, os clubes estão no seu direito e devem ser atendidos. Mas, e a postura do SAF/DF em defesa dos seus associados? Vetou e pronto, tá fora sem direito a uma nova oportunidade para mostrar que o ocorrido foi só uma falha momentânea? E o histórico de boas atuações daqueles árbitros nos jogos de tais clubes, não é considerado?

O ano de 2014 encerra-se com saldo positivo no SAF/DF, porém, urge a necessidade de ajustes no que tange a forma desigual com que essa instituição tratou situações semelhantes envolvendo diversos associados em relação às escalas, bem como respostas aos questionamentos recebidos. Já na CDAF/DF, que estava acéfala, Geufran Almeida de Oliveira, mesmo com um histórico pequeno como árbitro de futebol, foi indicado para sua presidência e suas primeiras ações já agradaram ao grupo. A torcida é para que ele consiga desenvolver um bom trabalho.




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