☰ Menu
☰ Menu
Publicidade
PROJETO DE FUTURO

Federação Catarinense de Futebol prioriza arbitragem e responsável pelo setor avisa: ‘Todos terão oportunidades’

União de esforços entre federação, sindicato e comitê de árbitros tem contribuído para a reconstrução do quadro em Santa Catarina

25/12/2017 20:50

Voz do Apito

Santa Catarina – Investir em arbitragem tem sido o carro chefe em um dos estados mais importantes do futebol brasileiro. Com um setor exclusivo dedicado a tratar os assuntos que englobam a atividade, a Federação Catarinense de Futebol tem feito o seu dever de casa. Além de uma estrutura profissional que acompanha a evolução do seu quadro de árbitros utilizando recursos tecnológicos, a entidade tem optado por seguir o mesmo padrão que a FIFA sugere e os resultados positivos desse acerto tem motivado os árbitros no sul do país.

Rodrigo D’alonso optou por recomeçar a sua carreira em Santa Catarina, após deixar o estado de São Paulo
Foto: GazetaPress

Durante décadas utilizou-se no futebol catarinense uma questionável medida que além de não impulsionar a arbitragem local a nível nacional de sobra fazia com que recursos que poderiam ser utilizados na formação e capacitação de novos árbitros, fossem destinados a contratação de profissionais oriundos de outras regiões do país. Com a troca no comando do futebol catarinense, novas diretrizes passaram a vigorar, entre elas a proibição dessa prática que em resultados reais mais trouxe prejuízos do que benefícios de uma maneira geral.

Responsável pelo Departamento de Arbitragem da Federação Catarinense de Futebol, o ex-auxiliar da CBF, Marco Antônio Martins, após um período sabático de estudos, apresentou a Rubens Angellotti, presidente da entidade um projeto audacioso que visa revelar novos nomes para o apito catarinense em médio prazo. Com carta branca para fazer as mudanças necessárias para que o setor possa reencontrar a sua identidade, Martins tem optado por reestruturar a pasta trabalhando em sintonia com o sindicato dos árbitros (SINAFESC), entidade comandada por Hélio Prado.

Além de receberem o direito de imagem e terem garantido, através da entidade classe, recursos oriundos de patrocínio, a arbitragem catarinense conta também com uma série de fatores que contribuem para o seu crescimento, como a criação de um órgão supervisionado pelo departamento de arbitragem que escala os assessores em jogos das categorias de base, medida que visa melhorar a qualidade técnica dos jovens árbitros no estado.

Investir em arbitragem deveria ser uma regra no país, mas infelizmente na prática não é bem isso o que acontece. Na contramão da crise em razão de uma gestão futurista que oferece ao profissional de arbitragem todos os mecanismos para que ele possa desempenhar a atividade com excelência, Santa Catarina tem provado que é possível fazer a diferença valorizando a “prata da casa”.

Satisfeito com o desempenho do Departamento de Arbitragem chefiado por Marco Martins, Angellotti quer ver os resultados durante os jogos do Campeonato Catarinense / Foto: FCF

Entre os principais árbitros do país, o catarinense Bráulio Machado talvez seja o profissional que melhor retrata essa evolução. Além de possuir um preparo físico exuberante e ter um baixo índice de equívocos técnicos no campo de jogo, o catarinense de 38 anos é hoje o número 1 em seu estado, fator que o mantém em um patamar respeitável no futebol brasileiro.

No início de janeiro a categoria passará por uma série de avaliações físicas e teóricas visando à preparação para o Campeonato Catarinense de 2018, competição que testará as habilidades tanto de quem comanda, quanto dos comandados. Motivado a realizar um trabalho pioneiro em seu estado e certo de que os resultados positivos continuarão surgindo, Martins terá a chance de fazer a diferença priorizando a qualidade técnica, pilar imprescindível no desenvolvimento da carreira de um árbitro de futebol.