Com os pés na FIFA
Sem árbitros no quadro internacional desde a aposentadoria de Dalmo Bozzano, Santa Catarina pode reverter panorama
Da redação
Atualizado em 31/10/2016 às 01h30


SANTA CATARINA – O apito catarinense vive a expectativa de ganhar um escudo da FIFA no fim desta temporada. Depois de amargar anos sem conseguir emplacar um árbitro local no quadro internacional, retrospecto injusto visto os investimentos maciços que a federação faz, parece que em 2017 Santa Catarina irá dar fim a um jejum que já dura mais de uma década, já que desde a aposentadoria do ex-árbitro FIFA, Dalmo Bozzano, o estado não consegue revelar um árbitro que atenda o padrão internacional. E o nome mais provável para receber o escudo é o do árbitro Bráulio da Silva Machado, aspirante FIFA.

A entrada de Bráulio Machado no quadro internacional vem ganhando peso nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. Na última, por exemplo, ele foi o responsável pelo principal jogo da rodada entre Atlético Mineiro x Flamengo, em Minas Gerais. Dono de um desempenho físico exuberante, Machado fez mais uma arbitragem impecável na temporada, fator que o credencia não só para ser promovido ao quadro internacional, como também ser indicado entre os três melhores árbitros do Campeonato Brasileiro.

Mas para Machado entrar na FIFA, Santa Catarina poderá sofrer um duro baque. Como provavelmente Sandro Meira Ricci, que apita contratado no estado, não sairá do quadro por estar no processo de seleção para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia, tudo indica que o paranaense, também contratado, Héber Roberto Lopes, poderá deixar o quadro internacional. Mesmo apontado como um dos melhores árbitros do mundo, segundo alguns dirigentes da Sul-Americana, Lopes não poderia, em razão da idade, sonhar com a chance de apitar uma Copa do Mundo, tampouco participar de mais algum mundial, por esse motivo, aliado as suas comuns reprovações físicas, seu escudo acabou perdendo força política e o brilho que durante anos norteou a sua vitoriosa carreira.

Se confirmada a saída de Héber Lopes e a entrada de Bráulio Machado, o professor de educação física terá duas honras: representar seu estado em competições internacionais e carregar no peito o escudo que um dia pertenceu a Héber Roberto Lopes, um dos mais premiados árbitros do futebol brasileiro.

Mas tudo isso só está sendo possível graças ao trabalho incansável que o estado faz na formação, qualificação e manutenção desses profissionais. Um dos responsáveis diretos pelo crescimento do apito catarinense é o diretor executivo Junior Moresco, braço direito de Delfim Peixoto, Presidente da FCF. Moresco tem como principal função, trabalhar para que os árbitros possam desempenhar a atividade com excelência, dando a eles todos os mecanismos para que isso ocorra.

A lista com os nomes dos árbitros promovidos já foi enviada para a FIFA, mas a CBF ainda não os divulgou.

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