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ÍCONE MUNDIAL

O árbitro que levou a arbitragem brasileira ao topo do futebol mundial

Sandro Meira Ricci vai para a sua 2ª Copa do Mundo

25/12/2017 19:59

Voz do Apito

Rio de Janeiro – 2003. Foi esse o ano em que Sandro Meira Ricci formou-se árbitro de futebol no Distrito Federal, região do Brasil capaz de revelar profissionais do gabarito de Luciano Almeida, Edson Rezende e Jorge Paulo Gomes, este, auxiliar que representou o Brasil na Copa do Mundo de 2002, na Coréia e no Japão.

Contra todos os argumentos de que seria mais um, entre centenas de árbitros em busca do estrelato, como todo bom mineiro Ricci não fugiu às suas raízes e fez o que estava proposto a fazer desde o dia em que assistiu a sua primeira aula como aspirante a árbitro: alcançar o sucesso.

Sandro está confirmado na Copa da Rússia
Foto: Revista Época

Entre uma polêmica ali e outra aqui, a verdade é que a sua inteligência, aliado ao seu poder de persuasão foram determinantes para a sua evolução dentro de campo e com isso, aos poucos o seu nome foi se tornando realidade no Brasil.

Em 2006, ano que deu entrada no quadro de árbitros da CBF, embora boleiro acostumado com o “10” que estampava as camisas que vestia no campo de jogo quando arriscava dar uns dribles e até fazer gols, Meira Ricci passou a enxergar o esporte mais praticado em todo mundo de uma outra maneira e foi justamente aí que surgia no futebol brasileiro um dos árbitros mais vitoriosos de sua história.

Quatro anos após chegar ao quadro nacional, o seu nome já pertencia a lista de aspirantes FIFA, quadro que hoje não existe mais, mas que durante anos foi capaz de premiar profissionais que dentro de campo fizeram por merecer. Um ano depois de rodar o país atuando nas mais variadas séries, Sandro Meira Ricci, em 2011, conseguiu o cobiçado escudo branco que mudaria a sua vida completamente.

Em seis anos no quadro internacional o seu currículo é algo que jamais um árbitro brasileiro conseguiu atingir na FIFA. Atuou na Copa do Mundo do Brasil em 2014 e já está confirmado na da Rússia no ano que vem; Apitou dois Mundiais de Clubes: Marrocos, em 2012, onde comandou a decisão entre Bayern de Munique e Raja Casablanca, e este ano, nos Emirados Árabes, tendo uma atuação de destaque na partida entre Real Madrid e Al Jazira; Comandou decisões importantes como da Libertadores em 2014; Trabalhou na decisão da Copa do Brasil de 2012; Dirigiu diversas partidas válidas pelas eliminatórias da Copa do Mundo; Comandou jogos de expressão na Copa América; Representou o Brasil em uma Olimpíada e apitou algumas partidas finais nos estados por onde passou como árbitro de futebol.

Especula-se que após a sua participação na Copa do Mundo da Rússia, onde terá como auxiliares os também brasileiros: Marcelo Van Gasse e Emerson Augusto de Carvalho, ambos de São Paulo, Sandro Meira Ricci possa se aposentar. Caso isso se confirme, a arbitragem brasileira perderá, dentro de campo, um dos árbitros mais importantes e polêmicos de sua história, mas poderá ganhar um gestor com trânsito internacional que assim como no futebol, tornou-se um vencedor na sua vida privada.

Currículo extenso no futebol tem decisões nacionais e internacionais
Foto: Revista Época

Além de falar alguns idiomas e ser funcionário público federal, o seu conhecimento sobre as regras o fez chegar mais longe do que ele mesmo pretendia quando em 2003 começou a sua carreira. Pai de duas filhas e um homem de bem, tecnicamente ele pode não ser unanimidade, mas sua passagem pelo futebol fez com que a arbitragem brasileira fosse dividida em dois momentos: um antes e outro depois de Sandro Meira Ricci.