O FIFA da baixada fluminense
Wagner Magalhães consolida sua entrada no quadro internacional e colegas de arbitragem torcem por estreia na Libertadores
Da redação
Atualizado em 16/03/2017 às 05h:50

RIO DE JANEIRO – Ele não é visto no centro de nenhuma polêmica. Não usa gel no cabelo e também não é oriundo de família rica. Ao contrário. Aos 38 anos, Wagner do Nascimento Magalhães teve muito cedo que arregaçar as mangas e ir trabalhar, para ajudar nas despesas de casa e no sustento de sua família.

Morador de um populoso município da baixada fluminense, no Rio de Janeiro, o monossilábico árbitro parece se transformar no campo de jogo. Conhecido por sua desenvoltura física exuberante, seja na elegância ao aplicar o cartão amarelo ou no fino trato com os atletas, desde o início da década de dois mil, quando formou-se, já era perceptível ver o seu talento incontestável no futebol amador nas competições que atuava.

Como poucos, Magalhães passou por todas as categorias de base do futebol carioca. No mirim, deu seus primeiros passos até atingir o patamar mais alto na carreira de um árbitro de futebol: a FIFA.

Sempre discreto em suas atuações e inteligente para sair dos embaraços de um jogo, com o passar do tempo o Maracanã foi se apequenando e aquele jovem árbitro da baixada fluminense, mesmo sem imaginar, já estava comandando grandes espetáculos do futebol brasileiro em palcos como o Morumbi, estádio que ele conhece bem.

Acostumado a dirigir jogos de expressão nacional em estádios lotados, a frieza com que toma suas decisões impressiona, não mais do que o número pífio de erros numa partida. Tudo isso graças ao seu empenho e disciplina, dois fatores que foram primordiais no amadurecimento técnico de sua jornada.

Com a correta indicação para a FIFA, Wagner Magalhães tem agora a árdua missão de representar o Rio de Janeiro em competições internacionais, algo que poucos na história tiveram. Embora faça parte de uma pequena porcentagem de árbitros negros que ostentam o cobiçado escudo branco, se continuar humilde e com os pés no chão, não se espante caso num futuro próximo seja ele o árbitro da Copa.

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