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Meritocracia

O melhor árbitro do Brasil tem 45 anos e sua base se deu na várzea

No auge de uma carreira oriunda do barrão, aos 46 anos Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza coleciona jogos importantes em sua passagem pelo futebol

22/12/2017 20:53

Voz do Apito

São Paulo – Ele faz parte de uma galeria honrosa de árbitros em atividade que fazem a diferença nos gramados do Brasil. Ícone da poderosa Federação Paulista de Futebol (FPF), Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza com o passar dos anos foi se tornando uma espécie de espelho em seu estado, característica que até hoje norteia a sua carreira.

Marcelo aparecido apitou 27 jogos na última temporada, dois quais 14 foram na Série A do Brasileiro
Foto: GAZETAPRESS

Mas se dentro de campo o “seu juiz” tem o respeito das equipes que comanda em razão da rigidez como administra as partidas em que atua como árbitro, fora dele não é diferente. Com um currículo vasto no futebol que por muito pouco não o credenciou para pertencer ao quadro internacional, Aparecido é aquele típico profissional que todo diretor de arbitragem quer ter eu seu quadro. Além de ostentar um dos preparos físicos mais expressivos do Brasil mesmo aos ‘45 anos de idade’, o seu nível técnico se justifica pelo talento adquirido em anos de trabalho duro realizado na várzea, local onde começou a sua carreira.

De hábitos simples e sem os holofotes que o árbitro possui quando se envolve em alguma polêmica, nessa temporada foram 27 jogos sob a tutela de seu apito, dos quais 14 na elite do futebol brasileiro. Maior nome da arbitragem paulista e número 1 do Brasil, a sua carreira teve um salto de qualidade surpreendente nos últimos dois anos. Além de ter comando diversos clássicos durante o ano no futebol paulista e dirigir vários confrontos embaraçosos no Brasileirão, foi dele a responsabilidade de apitar o 1º jogo da decisão da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Flamengo, no Mineirão.

Melhor árbitro do Brasil em 2017, Aparecido apitou o 1º jogo da decisão da Copa do Brasil no Mineirão
Foto: GAZETAPRESS

Motivado a trabalhar pelo crescimento da arbitragem brasileira, Marcelo Aparecido tem uma característica interessante em sua biografia: apita sem ser notado. Habilidoso como poucos no fino trato com os jogadores quando está em ação no campo de jogo, o árbitro que os anos fizeram perder as poucas mechas de cabelo que tinha, consegue a maestria de ser aplaudido até pelas equipes que perdem.

No auge da carreira e apontado como um dos homens de confiança de Marcos Marinho, Presidente do Comitê de Árbitros da CBF, com o fim da idade limite para que os profissionais de arbitragem encerrem a carreira no Brasil, não se surpreenda caso o quarentão de São Paulo que tem feito toda a diferença nos gramados do país, continue atuando em alto nível pelos próximos anos.