Sérgio Corrêa perde o poder e sucumbe nos corredores da CBF
Ex-todo-poderoso da arbitragem brasileira vive hoje um dos tormentos que mais o afligia: o modo de cair no anonimato
Da redação
Atualizado em 27/07/2017 às 00h:25

RIO DE JANEIRO – Erros e mais erros de arbitragem foram destaque no noticiário nos últimos dez anos. Nem mesmo o alto investimento que a CBF faz na atividade tem sido suficiente para estancar a crise. Com polêmicas das mais variadas nas competições nacionais, desde a saída de Armando Marques, em 2005, a arbitragem brasileira acabou caindo em um abismo do medo que até hoje assola os homens de preto.

De lá pra cá seis dirigentes assumiram o comando do Comitê de Árbitros da CBF, mas nenhum deles conseguiu fazer o que em tempos de Armando Marques era feito. Não há um projeto que beneficie quem verdadeiramente tem talento para apitar, basta ver o quadro internacional, tido como um dos piores da história, para contestar o legado deixado por quem da arbitragem durante muitos anos fez e ainda fez um meio de vida.

Mesmo doente e odiado por muitos árbitros e, principalmente, ex-árbitros, que creditam a ele a ruína de suas carreiras, Sérgio Corrêa da Silva continua perambulando, sem destino, na sede da CBF. Embora tenha montado um sistema que trabalha envolto de suas canetadas e dos seus conhecidos números, hoje o ex-todo-poderoso da arbitragem vive na sombra de Marcos Marinho que não tolera ingerência em sua administração.

O poder que durante tantos anos fez parte de seu portfólio, hoje não existe mais e bem próximo de voltar ao anonimato, acredita-se inclusive, que Sérgio Corrêa estaria se articulando para tentar lançar uma chapa à Presidência da ANAF, entidade que enquanto chefe da arbitragem brasileira, fez os árbitros assinarem um documento onde abririam mão do direito de imagem brigado na justiça pela entidade classe contra a CBF.

A manobra política feita à época tinha como objetivo blindar quem até hoje paga o seu salário. Sem carteira assinada e mesmo por mais de uma década de convivências e conveniências dentro da casa do futebol brasileiro, ao contrário do que muitos imaginam o tempo de Sérgio Corrêa na CBF está bem próximo do fim. Com a imagem desgastada por ter perseguido muitos árbitros em todo país, a sua candidatura ou apoio a qualquer um que se candidate ao pleito da ANAF, sem dúvidas soará pior do que um tapa na cara da arbitragem brasileira.

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